Sexualidade na Terceira Idade
Estudos recentes apontam um aumento do índice de doenças sexualmente transmissíveis entre os idosos. Tal informação nos faz refletir em relação a um assunto atualmente pouco comentado, a sexualidade na terceira idade.
Entre outros fatores apontados como responsáveis pelo aumento do índice está a falta de conhecimento dos riscos e formas de transmissão. Isso se dá pelo fato de ter havido pouco diálogo e informação durante sua juventude, bem como pela falta de programas de informação direcionados para este público nos tempos atuais.
Enquanto o diálogo acerca da sexualidade tem um comportamento gradativamente evolutivo na sociedade em que vivemos, o assunto “sexo na terceira idade” ainda é visto como tabu, ou muitas vezes como irrelevante. Infelizmente essa inabilidade em relação à tratativa do assunto não é notada apenas na sociedade de forma geral, mas também nos profissionais da área de saude.
É comum se pensar que a velhice seja uma etapa de perdas e fragilidades, portanto assume-se que a sexualidade vá sofrendo perdas nesta etapa da vida. No entanto não se pode esquecer que o idoso é um ser humano dotado de expectativas, sonhos e desejos e que, portanto, é extremamente natural e saudável que se explore a atividade sexual como em qualquer outra fase da vida.
Mas é preciso ser cauteloso, já que a própria busca por se manter sexualmente ativo, aliada à falta de informação mencionada acima, pode ser um tiro no pé. Com os avanços científicos e lançamento no mercado de remédios que possibilitam a atividade sexual com maior frequência e intensidade, notou-se um aumento considerável da prática sexual entre idosos, o que desacompanhado de programas informativos, resulta em outro grande motivador da disseminação das DSTs, como apontam os estudos. Outro fator relevante é a não utilização de prezervativos temendo-se a falta de sensibilidade e diminuição do período da atividade sexual.
Os aspectos negativos trazidos pelo avanço da idade podem ser reduzidos, ou até eliminados, com as metodologias e produtos corretos. Mas é necessário preparar a sociedade para realizar tal transição. Com os avanços científicos e tecnológicos, é possível manter uma vida sexualmente ativa, saudável e prazerosa. Um programa informativo de peso direcionado à população idosa, como os realizados nas últimas décadas junto ao público adolescente, podem resultar no aumento da qualidade da atividade sexual e reduzir drasticamente a disseminação das doenças sexualmente transmissíveis.
Como se vê, o importante é garantir que o indivíduo não se prive dos prazeres, mas aprenda a lidar com suas novas limitações. Através do auto conhecimento é possível que o ser humano se desenvolva de forma a realizar suas atividades de maneira adequada ao seu estado emocional e físico.
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Muito obrigada pelo recadinho!