Prós e Contras de Namorar um Cara Divorciado

Experiente ou traumatizado? A dúvida é comum entre mulheres prestes a dar início a um relacionamento com um homem divorciado. Isso porque o passado com outra pessoa pode trazer tanto maturidade quanto desilusão.

“O homem que já foi casado é mais experiente, sabe o que esperar de uma relação e quais serão os possíveis desafios enfrentados. Porém, há a chance de ele estar desiludido com a relação que se interrompeu e com mulheres de maneira geral, fazendo com que demore a estabelecer uma relação de confiança novamente”, analisa Dinah Akerman, psiquiatra com especialização em psicoterapia psicodramática pelo Instituto Sedes Sapientiae, de São Paulo.

Para Aldiene Gonçalves de Castro, 32 anos, assistente comercial, o maior medo, no início do relacionamento com o noivo, um homem divorciado, era de uma possível recaída com a ex. Ao longo dos cinco anos do namoro, a insegurança passou.

“Temos um relacionamento maravilhoso e uma boa convivência com a ex, com quem ele tem filhos. Acredito que o ponto positivo nesse tipo de relação seja o amadurecimento, pois o homem não comete os mesmos erros do passado. E, no meu caso, não houve nenhum ponto negativo”, conta.

Relações bem-sucedidas, como a de Aldiene, são fruto de sensibilidade e maturidade para entender o que não deu certo e resultou na separação anterior.

“Ao perceber o que precisa ser melhorado em si, em uma próxima relação, não se comete os mesmos erros”, afirma Marina Vasconcellos, psicóloga especializada em psicodrama terapêutico e terapeuta familiar e de casal.

A especialista destaca que, quando o homem coloca a culpa do fracasso da relação apenas no outro, isentando-se de sua parcela de responsabilidade, o alerta vermelho deve ser ligado, pois, provavelmente, ele repetirá os mesmos erros na próxima união.

“Dependendo do motivo da separação, pode ser ainda mais difícil a próxima dar certo, até que o trauma seja superado. O homem pode trazer resquícios do casamento anterior que atrapalhem o atual, como uma traição, que faça com que a nova companheira seja vítima de um ciúme exagerado.”

A arquiteta Cecilia Guedes, 32 anos, namorou durante quatro anos um homem divorciado e, como Aldiene, diz não ter do que reclamar.

“Nunca tive nenhum receio. Até porque a ex-mulher não era presente na vida dele. Eles moravam em países diferentes, nem se falavam. Não existia uma ex problemática”, diz.

Como resquício da relação anterior, ficou o desânimo do namorado para fazer uma nova festa de casamento.

“Dessa relação, o único trauma que ele tinha era esse de não querer fazer uma festona pela segunda vez, não gastar uma fortuna porque já tinha passado por isso uma vez e não tinha dado certo. Mas era mesmo só em relação à celebração, porque ele se casaria no papel de novo”, acredita a arquiteta.

Casos como o de Cecilia não são incomuns, segundo os especialistas. Não só em relação à festa, mas também a filhos – há quem já tenha herdeiros do casamento anterior e não queira mais ou que não tenha e queira ter. Por isso, deixar claro os objetivos – e alinhar as expectativas em relação ao futuro – é essencial para não enfrentar crises na nova relação. Maurício Mantovanelli, psicólogo da Unimed Costa Oeste, aconselha a abrir o coração:

“Converse francamente e tente se entender antes de optar por um relacionamento mais sério”.

A relação com a ex também pode gerar atritos, por isso, o ideal é manter um diálogo maduro, esclarecendo todos os pontos que incomodam e mantendo uma distância saudável para todos.

“Acredito que a melhor forma de lidar com a relação anterior é respeitosamente, sem interferir muito. Deixe seu namorado confiante de que você não vai violar os limites que ele estabeleceu”, indica Dinah.

Quando há filhos envolvidos, lembre-se de que e ele é quem deve definir qual será a aproximação que ele quer que a nova mulher tenha.

“Desta maneira, ele vai ficar mais confortável, inclusive em relação à ex, que pode sentir ciúmes desse relacionamento”, alerta a psiquiatra.

Para Aldiene, como o noivo tem filhos, a busca por esse acerto foi natural.

“Tentamos manter um bom relacionamento para não gerar um desconforto maior para as crianças, pois toda separação é dolorida, principalmente para os filhos.”

0 comentários:

Muito obrigada pelo recadinho!

Postagem mais recente Página inicial Postagem mais antiga